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Governo Temer quer privatizar bancos públicos

Objetivo é satisfazer os "tubarões" da agiotagem e da especulação financeira.

06/12/2016 às 09:22
Eloy Natan, presidente do SEEB-MA
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Nas últimas greves, os bancários não conquistaram avanço algum na isonomia, nas condições de trabalho nem na recomposição das perdas salariais, embora a receita com tarifas e serviços superem em muito a folha de pagamento dos bancos.

Apesar dos lucros exorbitantes obtidos a cada ano, os banqueiros, apoiados pelo Governo Temer, reforçam a necessidade de corte de despesas administrativas e de privatização. Trata-se de um ataque global aos bancários com o objetivo de reduzir vagas e salários.

Mais do que isso, representa um ataque às empresas públicas, a fim de privilegiar os interesses dos banqueiros e dos especuladores, fazendo parte de um conjunto de medidas, tais como: a tentativa de retirar o FGTS da Caixa, de entregar o pré-sal para as grandes companhias petrolíferas internacionais, de privatizar os Correios e de aprovar a PEC 55 no Senado.

No âmbito do Judiciário, várias decisões recentes do STF e do TST representaram um retrocesso aos direitos dos trabalhadores, como o julgamento desfavorável ao direito de greve dos servidores, do cálculo do divisor de horas extras, a prevalência do negociado sobre o legislado e outras que estão por vir, como o tema da terceirização sem limites.

Ademais, o SEEB-MA tem acompanhado o anúncio feito Itaú sobre a implantação gradativa de agências virtuais e sobre o fechamento de 15% das 4 mil agências físicas. O Bradesco comprou o HSBC e seguirá o mesmo rito com milhares de demissões. O Banco do Brasil causou um “terremoto” ao anunciar o fechamento de 402 agências, a transformação de 379 em postos de atendimento e a extinção de diversas funções comissionadas. No mesmo sentido, a Caixa já anunciou um plano de aposentadoria e o fechamento de agências consideradas deficitárias.

Para enfrentar este momento crítico, o SEEB-MA assegura que empreenderá todos os mecanismos legais de luta, no âmbito judicial e institucional, colocando o Jurídico e as estruturas do Sindicato a serviço da categoria. Entretanto, a diretoria reafirma a necessidade da mobilização e da luta coletiva dos bancários em defesa dos nossos empregos, direitos e das empresas públicas, a fim de derrotar os planos do Governo Temer e dos banqueiros.

A unidade da categoria, independentemente do banco no qual você trabalha, em conjunto com os demais trabalhadores e movimentos sociais será fundamental para enfrentar os desafios e encontrar uma solução, que pode ser uma greve geral da classe trabalhadora no país. Nada resume melhor esse momento que estas três palavras: Mobilização, unidade e luta!

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