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Bancários aprovam greve geral no Banco da Amazônia a partir desta quarta (05)

Paralisação por tempo indeterminado no BASA começa nesta quarta-feira (05/09), em todo o Estado.

03/09/2018 às 09:50
Ascom/SEEB-MA
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Em assembleia realizada na sexta-feira (31/08), na sede do SEEB-MA, em São Luís, os bancários decidiram deflagrar greve geral por tempo indeterminado no Banco da Amazônia a partir desta quarta-feira (05/09), em todo o Maranhão.

A paralisação também foi aprovada no Pará e demais estados da região Norte, devido à intransigência da direção do BASA, que se recusa a atender diversas reivindicações específicas do funcionalismo relacionadas a plano de saúde, incorporação de função após 10 anos, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), dentre outras.

Nas demais instituições financeiras, a greve foi descartada, pois a maioria dos sindicatos do país aceitou as propostas rebaixadas da Fenaban e dos bancos públicos, que consiste em aumento salarial de 1,18% e acordo com validade de dois anos.

Bancários do MA rejeitam propostas

É importante lembrar que em assembleias na quarta-feira (29/08), os bancários do Maranhão, Rio Grande do Norte, Bauru (SP), Brasília (DF), Florianópolis (SC), dentre outros, rejeitaram as propostas dos bancos por considerá-las insuficientes e perigosas, chegando a aprovar um indicativo de greve para segunda-feira (03/09).

Golpe do Comando Nacional/Contraf-CUT

Ocorre que, em mais um golpe contra os bancários, a Contraf-CUT, mancomunada com a diretoria pelega do Sindicato de Brasília, conseguiu – em nova assembleia chamada às pressas na quinta-feira (30/08) – aprovar a mesma proposta da Fenaban que havia sido rejeitada pelos bancários de BSB no dia anterior (29/08).

Desse modo, com a aceitação da proposta em Brasília, centro tecnológico do BB e da Caixa, a Contraf-CUT praticamente desmontou qualquer possibilidade de greve e, sobretudo, de novas conquistas para os bancários.

“Por fazermos parte de uma categoria nacional, fomos obrigados a acatar a decisão da maioria da categoria por ser impossível manter uma greve de forma isolada” – explicou o presidente do SEEB-MA, Eloy Natan.

Desmonte da greve em troca de benesses

Vale ressaltar que apesar do lucro dos bancos, a Contraf-CUT preferiu enterrar a greve, aprovar propostas pífias e entregar os direitos da categoria em troca de uma cláusula nos acordos coletivos que “ressuscita” o Imposto Sindical, descontando 3% dos salários achatados dos bancários para perpetuar as benesses de seus dirigentes.

Para o SEEB-MA, o nome disso não é avanço nem vitória, mas TRAIÇÃO. “Além do índice de reajuste que mal cobre a inflação, o acordo não possui garantias contra a terceirização e as demissões no setor bancário, sem falar nos cortes de direitos nos planos de saúde, fatores que colocam em risco o futuro da categoria” – afirmou Eloy.

Assinatura da CCT e dos acordos coletivos

Apesar de rejeitar com veemência as propostas da Fenaban e dos bancos públicos, o SEEB-MA assinou a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e os acordos específicos com a Caixa e o BB, após a permissão da assembleia realizada na sexta-feira (31/08), em São Luís.

Já o aditivo do Banco do Nordeste será assinado na quarta-feira (05/09), em Fortaleza. Enquanto isso, o Sindicato está em ação e na luta por nenhum direito a menos para os bancários do BASA, que deflagraram greve por tempo indeterminado, no Maranhão, Pará e demais estados do Norte a partir do dia 05 de setembro. Vamos à luta!

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