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Governo Dilma: ratifique a convenção que proíbe demissões

HSBC anuncia que irá vender e encerrar atividades no Brasil. Banco deve cortar 50 mil empregos. Decisão é parte de reestruturação.

09/06/2015 às 09:55
Globo.com e SEEB-MA
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Foto: Flora Dolores (O Estado)

O banco britânico HSBC anunciou nesta terça-feira (9) que vai vender e encerrar suas atividades no Brasil e na Turquia até 31 de dezembro de 2016. Uma "participação modesta" será mantida no Brasil para atender grandes clientes corporativos.

As mudanças são parte de um plano de reestruturação para economizar entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5 bilhões até 2017, haja vista que o banco tem tido “prejuízos”. O objetivo do HSBC é concentrar a atuação na Ásia, principalmente na China e na Índia.

A instituição financeira ainda deve cortar 50 mil empregos nos dois países, informam a rede “CNN”, a “BBC”, a Reuters e o jornal “The New York Times”.

Não está claro ainda como serão feitas e as datas das demissões, que não foram confirmadas pelo grupo. No Brasil, o banco britânico tem mais de 21 mil funcionários, segundo a agência France Presse. Entre 2011 e 2014, o banco já havia cortado 40 mil postos de trabalho, para reduzir os custos e para concentrar o grupo nas atividades consideradas estratégicas.

Para o SEEB-MA, é inadmissível que o HSBC fale em prejuízo e demissões, uma vez que muito lucrou no Brasil à custa da exploração dos bancários. Diante disso, o Sindicato exige que o Governo Dilma (PT) ratifique a convenção 158 da OIT, que proíbe as demissões e puna, exemplarmente, os responsáveis pelo escândalo de corrupção no banco.

Escândalo

O HSBC esteve no centro do escândalo de fraude fiscal conhecido como "SwissLeaks" – uma investigação sobre lavagem de dinheiro e sonegação de impostos na Suíça.

Na semana passada, o banco concordou em pagar 40 milhões de francos suíços (cerca de US$ 43 milhões) em acordo com o Ministério Público da Suíça para encerrar as investigações.

Os dados do SwissLeaks foram vazados por um funcionário do banco e são analisados por um grupo de jornalistas do mundo inteiro, chamado de Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). Desde fevereiro, o consórcio começou a divulgar as informações segundo as quais o HSBC teria ajudado clientes a esconder bilhões de dólares no país europeu entre 2006 e 2007.

De acordo com o jornal francês "Le Monde", que iniciou a investigação sobre o caso, cerca de 180,6 milhões de euros pertencentes a mais de 100 mil clientes e 20 mil pessoas jurídicas transitaram entre novembro de 2006 e março de 2007 por contas bancárias na Suíça, escondidos atrás de sociedades offshore.
 

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